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Saiba os percentuais do seu Reajuste do INSS no ano de 2026

31 de agosto de 2026 Artigos
Saiba os percentuais do seu Reajuste do INSS no ano de 2026

Reajuste do INSS em 2026: por que aposentados não recebem todos o mesmo percentual.

Todo início de ano, o INSS reajusta os valores dos benefícios previdenciários. O objetivo é preservar o poder de compra de aposentados, pensionistas e demais segurados diante da inflação.

Em 2026, no entanto, uma dúvida voltou a surgir entre os beneficiários: se há reajuste anual, por que nem todos recebem o mesmo aumento percentual?

A resposta está na existência de duas regras distintas de correção, definidas pela legislação.

O percentual que cada aposentado recebe depende de um único fator: se o benefício é igual ou superior ao salário mínimo.

Para quem recebe até um salário mínimo, o benefício acompanha o novo piso nacional. Em 2026, o salário mínimo passou de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00, um reajuste de 6,79%, conforme oficializado pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026.

Assim, um aposentado que recebia R$ 1.518,00 em 2025 passou a receber R$ 1.621,00 em 2026, um aumento de R$ 103,00 por mês.

Esse percentual é maior porque a regra do salário mínimo soma dois componentes: a reposição da inflação (medida pelo INPC) e um ganho real vinculado ao crescimento do PIB, atualmente limitado a 2,5% ao ano pelo arcabouço fiscal.

Ou seja, além de repor a inflação, quem recebe o piso teve um ganho real de poder de compra.

Já para quem recebe acima do salário mínimo, o reajuste em 2026 foi de 3,90%, correspondente exclusivamente ao INPC acumulado de 2025, divulgado pelo IBGE. Nesse caso, a correção apenas repõe a inflação do período, sem qualquer ganho real. A título de exemplo, e apenas para fins ilustrativos: uma pessoa que recebia R$ 5.500,00 em 2025 passaria a receber cerca de R$ 5.714,50 em 2026, um acréscimo de aproximadamente R$ 214,50. Já quem recebia R$ 6.300,00 passaria a receber por volta de R$ 6.545,70, um aumento aproximado de R$ 245,70.

Trata-se apenas de uma simulação para ilustrar a aplicação do percentual; o valor real de cada benefício pode variar conforme arredondamentos aplicados pelo INSS.

Comparando os exemplos, fica clara a diferença entre as duas regras: o aposentado do piso teve reajuste de 6,79%, enquanto os que recebem acima do mínimo tiveram 3,90%.

Com esse reajuste, o teto do INSS, valor máximo pago pela Previdência, subiu de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026.

A diferença entre os dois percentuais tem uma explicação legal simples: a Constituição garante que nenhum benefício seja inferior ao salário mínimo, e a política de valorização do piso (Lei 14.663/2023) prevê o ganho real acima da inflação.

Os benefícios superiores ao mínimo, por sua vez, são protegidos apenas contra a perda inflacionária.

Na prática, isso significa que, ano após ano, quem recebe o piso tende a ter reajustes maiores do que quem recebe acima dele.

Esse fenômeno é conhecido como "achatamento" dos benefícios, e ao longo do tempo aproxima os valores mais altos do salário mínimo.

Vale destacar que o reajuste é automático: o segurado não precisa tomar qualquer providência, e os valores atualizados podem ser consultados pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

Em resumo: sim, todo aposentado tem direito ao reajuste anual, mas o percentual não é o mesmo para todos.

Quem recebe um salário mínimo foi corrigido em 6,79% em 2026, enquanto quem recebe acima do piso teve reajuste de 3,90%.

Notícia B&M.

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